terça-feira, 8 de novembro de 2016

Aviação Civil Brasileira – 90 anos.


Daqui a 6 meses, a Varig iria completar 90 anos. Os problemas começaram nos anos 80 e foram uma sequência de fatos que, ao final, impediram a empresa de voar. Plano Cruzado, abertura do mercado de aviação, crise cambial, 11 de setembro e outros fatos agravaram a crise da companhia aérea. Os governos FHC e Lula poderiam ter salvo a empresa, mas o que de fato aconteceu?

OS FATOS
Por competência e por gestão temerária da concorrência, a partir de 1962 a VARIG começou a concentrar as linhas internacionais se tornando a verdadeira empresa de “bandeira nacional” nos moldes de vários países - empresa privada com obrigações de Estado. Essa situação acabou no governo Collor quando um projeto do seu tesoureiro de campanha, PC Farias, visava criar uma rede de sustentação formada por empresas aliadas em torno do presidente incluía, no setor aéreo, uma parceria entre o empresário Wagner Canhedo e a recém privatizada VASP. As denúncias do presidente da Petrobras à época de favorecimento à VASP foram o estopim da queda do grupo do Collor, mas a concorrência desleal deixou fortes sequelas na VARIG que ainda teria de enfrentar outras turbulências.

No final dos anos 90, pela primeira vez, entra no Conselho Gestor  da Varig pessoas sem afinidade com o histórico da empresa e com seus interesses. São elas, Nelson Bastos, conhecido como Sr. Gradiente, representante da Boeing e de outros credores; Walterson Caravajal,  que ambicionava ser o presidente; Yutaka Imagawa, um obscuro contador do escritório de São Paulo; e Manuel Lourenço, braço direito de Imagawa e responsável por subsidiárias fraudulentas da Varig - com esses novos gestores os problemas internos começaram. Esse grupo conseguiu não só se desentender com a principal associação classista da aviação de todo o hemisfério sul, a APVAR, como desviar US$ 160 milhões detectados em auditoria através de três fontes: da empresa agropecuária; da contratação de um software de gestão indevido e da Varig Travel.
Em 2001 a aviação civil mundial enfrentou um furacão de enormes proporções: o 11 de setembro trouxe pânico aos passageiros e o mercado aéreo encolheu pela primeira vez na sua história. A aviação civil americana demitiu 12.000 funcionários. A Boeing, sozinha, demitiu 2.900 pessoas. A IATA estimou perdas, apenas em 2001, de US$ 7 bilhões. Somente as perdas da Varig em 2001 foram estimadas em US$ 500 milhões. 
O COMPLÔ
Apesar do cenário desfavorável, a Varig entra no governo Lula dividida quanto à possibilidade de ser salva. A pessoa responsável pelo tema, o presidente do BNDES, o desenvolvimentista Carlos Lessa, foi categórico: “Eu queria salvar a Varig, e não sua estrutura administrativa. Nós salvávamos e limpávamos a companhia. Tirávamos o grupo de controle e mandávamos os novos administradores averiguarem os crimes contra o patrimônio”. Fora do governo o economista liberal Paulo Rabello de Castro foi textual: "Deixar a Varig quebrar é burrice (...) o discurso do deixa quebrar é o discurso da conveniência.  Propor a quebra não é liberalismo. É entreguismo aos concorrentes nacionais e internacionais”. Se os desenvolvimentistas e os liberais queriam salvar a Varig, onde estava a oposição? 
Carlos Lessa continua: “Não era nada de muito diferente do que o Luciano Coutinho vem fazendo agora no BNDES, associando-se a uma série de empresas. Com a diferença de que, na minha visão, a Varig era estratégica para o país”. Ora, não é tarefa do Carlos Lessa “achar” o que é estratégico. O Código Brasileiro de Aeronáutica prevê que “a concessão aérea somente será dada à pessoa jurídica brasileira que tiver sede no Brasil; pelo menos 80% do capital com direito a voto, pertencente a brasileiros;  direção confiada exclusivamente a brasileiros; a transferência a estrangeiro de algumas ações depende de aprovação da autoridade aeronáutica”. Com tantas ressalvas, fica explícito que o setor é estratégico.
Nenhuma ajuda foi esboçada e, afundada em dívidas em que pese a empresa ainda ostentar bons indicadores como alta taxa de ocupação e de valor médio da tarifa,  em 2006 a Varig é vendida a um grupo denominado Volo por R$ 30 milhões. Na sequência, à GOL por R$300 milhões. 
Fica claro hoje que a oposição à Varig estava no próprio governo. Lula e José Dirceu haviam feito uma aliança com a TAM para viabilizar campanhas eleitorais, pelo menos, desde os anos 90. Luciano Coutinho, que virou o salvador de empresas no BNDES antes foi contratado pelo Banco Fator para oferecer um arranjo institucional para a Aviação Civil e apresenta-lo à Casa Civil. Ao que tudo indica, esse estudo foi contratado pela TAM. Se se confirmar essa contratação estamos assistindo a  captura explícita do governo por agente de mercado. Esse é um atestado do crime 
Em 2010 uma série de cabogramas entre a embaixada e o governo americano foram revelados no Wikileaks, o site mantido por Assange e considerado por muitos como um projeto que merecia o Nobel da Paz. Acompanhando os credores americanos na Varig, fica clara a constatação que o governo brasileiro não queria salvar a empresa e uma frase define bem a ação do governo: “Less Money more problem”. Essa ação do governo coaduna com os interesses do partido e é lesiva aos interesses nacionais Os cabogramas mostam ainda uma inversão de expectativase até os credores privados aceitaram uma negociação porque os credores públicos não aceitaram?
Se economicamente os grandes interesses por trás da ação do governo estavam sendo atendidos, politicamente havia sérios problemas. A VARIG pertencia aos trabalhadores; era a mais antiga operadora do Brasil, uma verdadeira instituição; era referência em segurança aérea mundial e por várias vezes foi chamada para evitar o caos aéreo; era a verdadeira empresa de bandeira nacional sendo reconhecida mundialmente, atraindo turistas e gerando divisas. Esses valores precisavam ser desconstruídos e isso o PT parece saber fazer. Entra em campo uma equipe multidisciplinar e com uma narrativa inverossímil sobre a antiga empresa aérea Panair e, levianamente, começa a imputar na conta da Varig a quebra da empresa em conluio com os militares. Essa operação contou com apoio de profissionais da cultura financiados pela TV Pública, por jornalistas do PT e por blogueiros que formavam a tropa de choque do partido.
 Na véspera de completar 80 anos, a Varig foi adquirida pela Gol por US$300 milhões. Essa solução ajudou a reduzir a crítica dos especialistas que esperavam uma aquisição pela TAM. Essa saída atendia a concorrência, atendia aos credores (Boeing, GE, AIG que tinha adquirido a ILFC Leasing) e atendia a TAM. Como num pacto, a Gol comprou a Varig, mas foi a TAM que ficou com as linhas internacionais. 
O DESFECHO
A aproximação do partido com empresas para perpetuar-se no poder custou caro ao país e acabou sacrificando a vida das empresas honestas, dos trabalhadores e das gerações futuras. Vários esquemas já foram desvendados como o o mensalão e o petrolão. Outros deverão aparecer, como o esquema do BNDES.
Os atores hoje são conhecidos. José Dirceu, que para viabilizar as campanhas partidárias se aproximou de empresas inescrupulosas, foi condenado a 23 anos e três meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Antônio Palocci está preso temporariamente desde agosto de 2015 e é condenado na Lava JatoLula, presidente por dois mandatos, saiu da presidência com alto índice de popularidade e hoje é suspeito de ser beneficiado final de esquemas de corrupção. Dilma, eleita presidente por duas vezes e impedida de terminar o mandato por manipular dados do orçamento, também é suspeita de ter se beneficiado de negócios fraudulentos. 
A aviação civil brasileira hoje é segura, mas com a saída da Varig do mercado ocorreu um caos na aviação civil brasileira com os piores acidentes aéreos da nossa história levando a nossa aviação a ser considerada uma das piores do mundo. Perdemos mercado e divisas para a aviação internacional, perdemos turistas e bilhões de recursos com a falta de atração do nosso mercado, perdemos dinamismo da economia com o duopólio por escala das duas grandes empresas. 
Para passar o setor da aviação civil brasileira a limpo é necessário investigar um pouco mais alguns políticos; executivos da aviação civil, inclusive de confiança da Varig, que mudaram para empresas concorrentes; das estatais que não aceitaram negociar com a Varig, como BR DistribuidoraInfraero e BNDES. Sempre importante lembrar que se esse complô for comprovado e caraterizado como crime ele não prescreverá, pois transporte é um setor estratégico. 





Interesse internacional
Entrevista PR Castro
Rombo de 160 mi

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

50 anos do fim da PANAIR – o papel do governo e de empresas

10 de fevereiro de 2015
A Comissão Nacional da Verdade (CNV) entregou o relatório final sobre as violações de direitos humanos praticadas entre 1946 e 1988 tratando do caso único de empresa perseguida pelo Estado e concluindo que o fechamento da companhia aérea Panair do Brasil se deu por motivos políticos e não financeiros. Exatamente hoje fazem 50 anos do golpe que acabou com a Panair.

A questão da Panair começou a ser levantada quase quarenta anos após a sua saída do mercado através de 4 atores: Paulo F. Laux com reportagem de 17 páginas na revista Flap número 350 de outubro de 2001; Giancarlo Betting, com artigo “Panair do Brasil – saudade em suas asas” de 2002; Daniel Leb Sasaki, com livro “Pouso forçado: a história por trás da destruição da Panair do Brasil pelo regime militar” lançado em 2006 prova que a escandalosa falência da empresa na década de 1960 não passou de uma manobra do governo para beneficiar a Varig e Marco Atberg com o filme documentário Panair do Brasil de 2007. Betting e Laux ganharam o Prêmio Santos Dumont em 2002, Betting falando da TAM e Laux sobre hidroaviões.


Marco Atberg conhece mesmo a história e relata em livro que (1) “Conhecia um pouco a história da Panair, mas, sobretudo, me impressionavam os indícios de conspiração do governo militar em conluio com os interesses econômicos da Varig, o que tornava tudo ainda mais instigante. E conclui mostrando que tinha grande conhecimento da empresa “A Panair detinha a liderança nos voos nacionais e internacionais(...) as linhas da Panair cobriam o Brasil, a Europa, o Oriente Médio e a América Latina. Aquilo que a Varig não obteve na concorrência comercial, consumou-se em um golpe articulado junto ao regime militar (...) do dia para a noite, os voos da Panair foram imediatamente substituídos pelos da Varig. Quando de seu fechamento, a Panair tinha, aproximadamente, 5 mil empregados. Sua administração era muito moderna, democrática e progressista. Identificada com o Brasil de Juscelino Kubitschek. A Panair foi extinta pelos militares porque seus proprietários, Celso da Rocha Miranda e Mário Wallace Simonsen, eram ligados ao Juscelino e ao Jango”.

A PANAIR realmente não era uma empresa qualquer, considerada por muitos como a melhor empresa brasileira dos anos 40 até 10 de fevereiro de 1965 quando num gesto discricionário foi deferido um único e certeiro golpe que acabava com essa instituição aérea brasileira. Fundada no Rio de Janeiro como NYRBA do Brasil, subsidiária da empresa americana NYRBA (New York, Rio de Janeiro e Buenos Aires Line) e que, com a Grande Depressão, foi adquirida pela Pan Am. A filial brasileira passou então a ser PANAIR do Brasil.



O Golpe não foi deferido por qualquer um, mas pelo Ministro da Aeronáutica e protagonista de grandes acontecimentos da República Nova (1945 até 1964), o Brigadeiro Eduardo Gomes. Foi um dos sobreviventes da Revolta dos 18 do Forte de Copacabana em 1922; foi preso ao tentar se integrar a Coluna Prestes em 1924; responsável pela criação do Correio Aéreo Nacional (CAN) em 1932; candidato a presidência em 1945 e de novo em 1950; em torno do seu nome é que foi aglutinado o embrião da União Democrática Nacional, a UDN; participou da campanha para afastar Getúlio Vargas da presidência após o atentado a Carlos Lacerda em 1954 e, por último, participou do Golpe de 64 que o conduziu ao ministério da aeronáutica.

A disputa que se dá entre no mercado brasileiro é pano de fundo para o período entre-guerra com os alemães tendo criado a Varig e Syndicato Condor em 1927; os franceses criaram a Aéropostale em 1927, filial da Latecoere, enquanto os americanos criaram a NYRBA do Brasil em 1930.

A entrada do Brasil ao lado dos aliados em 1942 provoca mudanças nas empresas: a Condor retira os alemães da sua direção e passa a se denominar Cruzeiro do Sul enquanto a Varig passa o controle para os seus funcionários através da Fundação dos Funcionários da Varig e que viria a ser a futura Fundação Ruben Berta.




Como legado do fim da guerra houve uma profusão de pequenas empresas aéreas operando o excedente de aviões produzidos para a guerra como os DC-3 e a Panair assume as rotas para a Europa enquanto a Aerovias e depois Real opera para os EUA. O alto número de empresas e aviões também gera um alto número de acidentes e, em 1961, é criada uma CPI que provoca a concentração das empresas. Já em 1962 sobram apenas três empresas que operam apenas voos nacionais e duas que operam também os voos internacionais, a Panair (recém-nacionalizada) e a Varig.



A Varig também não é uma empresa qualquer, foi a primeira empresa aérea nacional e alcança os anos 60 reconhecida como a mais respeitada empresa da aviação civil brasileira com os melhores indicadores operacionais, principalmente de segurança, e os pilotos mais dedicados por ser uma empresa dos próprios funcionários e um atendimento que se tornou referência mundial. A mais tradicional e antiga empresa nacional – o que lhe dava a alcunha de “A Pioneira” – tinha também uma estreita relação com os mais notáveis políticos de seu tempo.

A relação com os trabalhistas como Getúlio Vargas, Brizola e Jango nunca foi negada e por diversas vezes seus comandantes chegaram a desafiar as próprias forças armadas. Na campanha da legalidade e nos últimos dias do governo Jango, acusado de ser comunista por setores conspiratórios nacionais e estadunidenses, a Varig disponibilizou o seu serviço ao legítimo presidente brasileiro.

Com o Golpe Militar, diversas pessoas são perseguidas como é o caso dos proprietários da Panair que tem todo o seu patrimônio espoliado, eles também eram donos da TV Excelsior, da Comal (maior exportadora de café do Brasil), da Editora Melhoramentos, do Banco Noroeste, do Supermercado Sirva-se, da Repetidora Rebratel, da Seguradora Ajax e de mais 30 empresas. A rapidez com que eles foram expurgados do mundo empresarial brasileiro após 1964 foi absolutamente espantosa.

Para o jurista Saulo Ramos, o fechamento da Panair resultou de alguns fatores, entre eles: o desejo da Ditadura de acabar com o predomínio de Simonsen no mercado do café e o fato de Celso da Rocha Miranda ser malvisto por ser amigo de JK. Óbvio que a investigação da CV deveria ser feita para todas as empresas do grupo e se não foi feita se deve ao interesse em colocar a Panair como vítima.

Assim, é possível concluir que a Panair só poderia ter sido perseguida por dois motivos: 1 – a empresa tinha sérios problemas financeiros e operacionais como apurado pela CPI em 1962 que levou a uma primeira concentração ou 2 – a empresa foi perseguida por conta da rivalidade política dos militares com os seus proprietários. Independente do motivo só havia uma empresa aérea no Brasil em condições de assumir as suas rotas.

Ponto de Inflexão
Pode ser coincidência, mas a reportagem, o artigo, o livro e o filme-documentário lançados entre 2002 e 2005 dão vão pautar o caso Panair. Uma pesquisa rápida no site de busca Google mostra que o tema Panair até 2005 estava relacioanada com a música do Milton Nascimento e Fernando Brandt, “Saudade dos Tempos da Panair” e a peças de colecionador. A partir de 2005 a questão ganha espaço em vários blogs e sites, mas não nos especializados em aviação como poderíamos esperar e sim nos ligados ao PT e a sua máquina de propaganda.

A nova presidente da Comissão da Verdade, a advogada Rosa Cardoso, ao assumir o cargo já diz a que veio destacando a importância de se conhecer casos de empresas que cresceram durante a ditadura, citando as construtoras Odebrecht e Camargo Corrêa. "Mas também a Globo, empresa de comunicação. A Varig, por exemplo, que tomou o lugar da Panair, numa falência absolutamente fraudulenta que lhe foi imposta."

O que se quer ao colocar a Panair no papel de vítima é amputar a Varig a responsabilidade pela retirada da Panair pelos militares já que ela foi a grande beneficiária, mas essa análise é feita sem um mínimo de crítica e pesquisa histórica. Vejamos.

A reportagem de Paulo F. Laux na Revista Flap foi contestada pelo Guido Sonino da Aeroconsult que levantou todos os pontos comentados de maneira dúbia, mas resgata que "as linhas da Panair apresentavam os mais baixos aproveitamentos do setor, com um aproveitamento que segundo o DAC era de apenas 43%, contra um break-even de 62%”.

O virulento artigo de Gianfranco Betting de 2002 diz textualmente que a Panair “teve sua morte decretada pelo Governo Federal, numa manobra que contou com a participação da Varig (...) a página mais vergonhosa de nossa aviação havia sido escrita, num conluio entre um Governo Federal totalitário, então sob comando dos militares e uma empresa aérea concorrente”. Sete anos mais tarde Betting se intitula fã de carteirinha da Varig, escreve o livro denominado “Varig – a eterna pioneira” (queria fazer o seu obituário?) e hoje é Diretor de Marketing da Azul linhas aéreas.

No dia 08 de março de 2005, com o livro ainda no prelo, Sasaki, aos 22 anos e sem nenhum livro publicado antes, foi agraciado com uma generosa entrevista da profícua jornalista Marinilda Carvalho no prestigiado site “Observatório da Imprensa”. O perfil do Twiter de Marinilda Carvalho fala muito dela. Lá ela se intitula como “Mensaleira do INSS”; VERMELHA (vermelhaça!); MUITO ateia (malcriada!); PETISTA (governista!)” (10). Hoje, aos 32 anos, Sasaki sem outro livro publicado ainda vive de falar da Panair e ainda é colaborador bisexto da revista de bordo da Gol linhas aéreas.

O filme documentário de Atberg mereceu dura crítica de Edilson Saçashima (2) crítico do UOL “Mas a opção de Altberg de apresentar apenas a versão da Panair dá ao filme um aspecto quase oficial (...) O filme dá grande peso aos depoimentos dos ex-funcionários e familiares, o que provoca a impressão de vitimização da Panair diante dos "vilões" Varig e ditadura militar (...) difícil ver uma história bem-sucedida como a da Panair do Brasil sem um ar de desconfiança, ainda mais quando se opta pelo ponto de vista dos envolvidos diretos”. Uma outra informação pode ajudar a entender a postura passional de Atberg: ele é casado com a neta dos antigos donos da Panair com quem tem quatro filhos.

Essa orquestrada ação para colocar a Varig no banco dos réus pode ter a intenção de tirar o governo Lula e Dilma dessa condição – a cada dia novos livros, artigos são publicados e até matéria no wikileaks  foi divulgado relacionando ações dos seus governos como uma trama para forçar a saída da Varig e abrir espaço para a TAM nos voos internacionais.
 
A Panair merece ter a sua história resgatada e contada em homenagem aos seus dedicados aeronautas e aeroviários, mas não como querem os órgãos oficiosos de propaganda do PT e da qual a presidente da CV reproduz ou representa, imputando grosseiramente a culpa na Varig. As histórias da Varig e da Panair e a dedicação dos seus funcionários não podem ser sequestradas impunemente.

(1)    – CANUTO, Roberta. Marco Altberg: muitos cinemas. 2010.
22) - Fotos: Blog aeroluta, editora abril e outros.


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Todo dia 05 na luta pelos 05 heróis cubanos - Novembro


Estamos preparando para o último dia 05 de 2014 uma festa na Praça 7 em homenagem aos 5 heróis cubanos que foram encarcerados nos EUA de maneira completamente irregular, desses 5 heróis somente dois já retornaram a Cuba. 

E aproveitando vamos comemorar tanto a vitória de Cuba na ONU na disputa contra o bloqueio quanto as vitórias latino-americanas nas eleições desse ano.

Agende para 05 de dezembro, sexta-feira, a partir das 14 horas e convide os amigos e militantes.

Abaixo fotos do 05 de novembro de 2014.



sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Futebol Brasileiro 2013 - Balanço dos times


  Brésilienne de football 2013 - Solde de fois
  Бразильский футбол 2013 - Баланс раз

Quais foram os melhores clubes em 2013?

A Libertadores da América definitivamente entrou em campo no coração brasileiro e passa a ser uma boa referência para os times essa integração latino-americana pela bola.  No país das chuteiras e com medidas continentais um campeonato nacional é relativamente recente e times com tradição, mas com pouco dinheiro, não conseguem enfrentá-lo. Interessante notar que entre as 10 maiores rendas de todos os jogos entre times no Brasil até o início de 2013 os jogos da libertadores tem destaque incluindo a maior renda do futebol brasileiro com Atlético x Olimpia e o que mais perdura Fluminense x LDU em 2008 com público de 78.913.

O Campeonato Brasileiro marcou o ano com recordes de bilheteria, mas público nem tanto. Os novos estádios para a Copa do Mundo ficaram bonitos e o torcedor quer conhece-los só que o ingresso é o elemento mais próximo do primeiro mundo que as novas Arenas disponibilizaram. A privatização dos estádios trouxe uma fome louca por lucros fáceis.
 Fonte: Globo Esporte

A Copa do Brasil se mostrou um formato mais interessante e com os melhores públicos, resgatando as grandes disputas e a certeza de casa cheia como noss jogos Flamengo x Cruzeiro e Flamengo x Atlético PR. 

Assim, os clubes de destaque em 2013 são:

6 - Palmeiras
 O Palmeiras acabou sendo uma boa surpresa entre os times de São Paulo ao vencer com facilidade a Série B e voltar para a primeira divisão. Esse ano não teremos times do estado na Libertadores.



5 - Fluminense
O Tricolor ("os outros são no máximo time de três cores", Nelson Rodrigues) começou o ano com o time campeão do Campeonato Brasileiro e terminou envolvido em polêmica sobre rebaixamento, mas que não tira o mérito de ir pela terceira vez consecutiva a Libertadores.




4 - Botafogo
Campeão do místico campeonato carioca, o time andou irregular no Campeonato Brasileiro e no final a heroica figura de Clarence Seedorf se impôs trazendo a vaga para a Libertadores.




3 - Cruzeiro

Com um time de craques o Cruzeiro venceu o Campeonato Brasileiro e vai suar a camisa para apagar a imagem negativa do seu manda chuva (leia aqui...).


2 - Flamengo

O Flamengo é o time de maior torcida do Brasil e do Mundo, mas andava sem empolgar. Mesmo o título de campeão Brasileiro em 2009 não emocionou tanto quanto a conquista da Copa do Brasil. O Mengão encheu estádios no Brasil inteiro e deve ser o grande time brasileiro em 2014. A conquista fez com que seus patrocinadores fizessem belas homenagens (veja o vídeo aqui...).



 1 - Atlético

A decepção no Marrocos no Campeonato Mundial não tira o mérito do time comandado por Ronaldinho e da emocionante  vitória nos pênaltis sobre o Olimpia de Assunção ao conquistar a Libertadores. A nota de desabono é o patrocínio igual do Cruzeiro do BMG, banco envolvido até o pescoço em escândalos (veja a reportagem aqui...).




quarta-feira, 27 de novembro de 2013

YotaPhone - O celular que veio do frio


Открыт предзаказ - YotaPhone pre-order open

Recebi um e-mail hoje confirmando a chegada do celular mais esperado desde o iPhone da Apple. A solicitação para confirmar a compra começou hoje na Russia com previsão de entrega no dia 04 de dezembro, antes do natal na Alemanha e no Brasil a previsão é o primeiro trimestre de 2014. Aqui, o aparelho já foi apresentado no Rio de Janeiro na feira Futurecom.


Desde que o Yotaphone apareceu ele causou furor na mídia. A grande novidade e que torna o aparelho tão inovador são as duas telas, uma convencional e a outra de e-ink, ou seja, ele passa a ser um smartphone ultramoderno e um e-book simultaneamente. Mas não é só, com o baixo consumo de energia da tela e-ink várias funções podem ser mantidas por tempo indeterminado. A concorrência está incomodada.

 







terça-feira, 17 de julho de 2012